Um desafio para os game designers: o advergame

A propaganda sempre teve como objetivo apresentar ao consumidor a vantagem de determinado produto em detrimento do concorrente e convencê-lo a realizar a compra. Porém, ultimamente essa meta tem ido além: as empresas também têm buscado fixar sua marca na cabeça do cliente e criar um vínculo de fidelidade com ele.

Enquanto o profissional de marketing tem conhecimento sobre levantamento de dados que permitem o planejamento de ações futuras, o designer é detentor da metodologia projetual e, na maioria dos casos, do uso da ferramenta também. Essas informações do “marqueteiro”, quando somadas à experiência do designer em projetar a solução antecipada de problemas, podem trazer uma nova perspectiva para veículos de propaganda.

Atingir o consumidor com mensagens publicitárias tem se tornado uma tarefa mais difícil, considerando o escasso tempo que as pessoas têm. Porém, quando paramos para pensar nas novas formas de comunicação que existem à disposição, é possível encontrar veículos para propaganda. De alguns anos para cá as empresas vêm utilizando uma ferramenta que impacta o usuário no seu momento de diversão, os advergames, que consistem em propagandas interativas no formato de jogos. Através de games o usuário tem nas mãos uma “propaganda” que ele controla, e isso é totalmente 2.0.

Alguns são prévias de novos produtos, outros vêm para reforçar o conceito levantado por campanha em outras mídias, e também podem estar relacionados a eventos de grande porte (na época das olimpíadas de Pequim, em 2008, a Olympikus lançou dois advergames: “Conspiração Pequim” e “Kung Fu Giba – Desafio Pequim”). Certos jogos são praticamente releitura de games clássicos, como o Tetris, outros são completamente inovadores, como o desenvolvido pela Volkswagen (por ter sido a primeira empresa a organizar um evento profissional de corrida na China – o Scirocco Cup) usando realidade aumentada em peça que vinha em uma das revistas de carro mais vendidas no país. O vídeo abaixo mostra a experiência com o game e os resultados positivos que a campanha obteve.

Outro advergame que encontrei foi o da Colgate Plax. O jogo é simples, consiste em conduzir um personagem em um cenário, desviando dos alimentos e pegando as embalagens do produto da Colgate (para cuidar dos dentes), além de beijar os rapazes (ou moças, depende do sexo) que aparecem pelo caminho.  A mensagem do game é: “Dia, noite, frio. Não importa o tempo ou lugar, com Colgate Plax você estará sempre no clima para conquistar e o que é melhor: com o sorriso protegido!”. É possível jogar em http://bit.ly/975VVu. Um jogo totalmente voltado para o público jovem, que predomina na web.

Já existe uma demanda por profissionais de design para o desenvolvimento desses games publicitários (embora ainda pequena), o que vai criando um novo nicho de mercado e abre portas para especializações. Um designer responsável por levar uma campanha – que geralmente fica nas mídias televisão, rádio, exterior e impressa (revista e jornal) – para um jogo, tem que saber lidar com cross media, para que não haja perda da identidade da mesma. É importante atentar para questões de usabilidade, lembrando que mesmo sendo um jogo, não deixa de ser uma propaganda que pega o usuário “de surpresa”, assim ele deve ser intuitivo, com ações claras e um feedback  visível.

Projetos de advergames exigem uma equipe especializada para a adaptação da campanha publicitária, criação, programação, etc., e esse processo, no caso de jogos mais complexos, pode chegar a 18 meses de trabalho. Algumas empresas disponibilizam os games gratuitamente em seus sites e hotsites, outras o fazem mediante compra de algum produto (como exemplo o Burguer King, que aumentou o lucro em 41% depois de “vender” um jogo junto com um lanche). No Brasil, o advergame ainda é visto como mídia alternativa, mas tende a ocupar cada vez mais espaço por consequência da necessidade de abordar o consumidor com propagandas mais inteligentes.

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Uma resposta

  1. Olha Muito massa o post!
    Já pode ser chamado de Marketing de guerrilha, onde você coloca o usuário em frente de uma nova mídia que une visual, áudio, e o principal interatividade.!
    Os advergames tem muita força, para este novo público que estamos lidando. o mercado capixaba tem que olhar com bons olhos logo!! ^^
    Muito legal!

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