Marcas além da identidade visual

“A identidade visual é sempre uma marca, mas uma marca não é só a identidade visual.”

Recurso imagético usado para representar os conceitos e ideais propostos pelo cliente e pelo designer, a identidade visual pode aparecer sob diversas formas. Algumas empresas optam somente por um logotipo, outras usam um símbolo. De fato, o design da marca ao longo do tempo se torna um dos aspectos mais lembrados da marca (e muitas vezes até copiado). Posso citar aqui diversas marcas: Coca-Cola, Nike, Adidas, McDonald’s, Hewlett-Packard, Apple, Dell, BMW, Volkswagen, e assim vai. Mas até onde o sucesso dessas empresas aconteceu somente em decorrência do cuidado com a marca?

Ao longo de anos de história, diretores e gerentes de marca e de marketing criaram estratégias que despertaram um vínculo que vai muito além de transações comerciais com seus clientes: o emocional. Esse laço é capaz de transformar um simples produto supérfluo em um bem indispensável para o dia-a-dia.

Hoje, muitos produtos se tornaram objetos de desejo por conta de um trabalho em cima da experiência que podem proporcionar ao usuário. O maior exemplo que temos hoje dessa experiência através do design é da Apple. Dona dos gadgets mais desejáveis do mercado (não só pelo apelo visual, mas também apresentam tecnologia de causar inveja em outras empresas), a empresa mostra consciência da importância do design (parte disso graças à visão do CEO Steve Jobs) em todas as etapas de produção, e sem dúvidas esse cuidado faz dela hoje mais do que detentora de excelentes produtos. Quem possui um Apple, seja um iPod, iPad, iPhone ou um Mac, sabe do valor emocional (e também o significado de comportamento) que eles têm.

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“Quando você vê as fotos de um iPhone, estas começam a lhe dar informações. Quando lê sobre ele, recebe mais informações. Quando o vê e o toca, acrescenta mais informações àquelas existentes. Se comprá-lo e experimentar seu funcionamento, acrescentou ainda mais – ao que já conseguiu reunir; você acrescentou a experiência emocional, em nível pessoal, à mistura. Com tudo isso, você elaborou uma ideia do que é o iPhone e o que ele poderá significar  para você. Antes mesmo de comprá-lo, você tinha certo contexto de expectativas. Você qualificou o produto emocionalmente  mesmo antes de comprá-lo. Agora que o comprou, depende da marca manter a promessa.” (BRUNNER e EMERY, 2010).

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O que os autores Robert Brunner e Stewart Emery, no livro “Gestão Estratégica do Design”, falam no trecho acima é o que eu vinha explicando anteriormente. A empresa é responsável por criar esses vínculos, proporcionar uma boa experiência e cumprir com as “promessas” feitas ao consumidor. Quando isso acontece de forma satisfatória para quem pagou por aquilo, ela está criando novo conceito daquela marca na cabeça do cliente. Esse conceito é que é a imagem que a marca vai ter no mercado.

Uma marca então, não se constitui apenas na identidade visual criada. É uma forma gráfica de representação proposta pelo designer para transmitir ao máximo os valores prezados pela empresa, mas isso pelo lado tangível. O intangível parte do que as pessoas pensam e falam. Todos os dois lados têm peso para a empresa. Um porque a boa programação visual sem dúvidas é um “atrativo” da marca. E o outro porque, além de um bom feedback, é significado de que estratégias e investimentos estão dando retorno positivo.

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3 respostas

  1. Que legal, Fernando. Obrigada! 🙂
    Fique à vontade por aqui, escreva sempre, dê sugestões, critique, somos todos aqui apaixonados por marketing, estudando, aprendendo, ensinando, colaborando. 😉
    Abraços,

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