3 dicas fundamentais para você escrever bem e aumentar os resultados

 

Produzir conteúdo não é apenas sentar e escrever. Aqui está o exercício mais importante da produção de conteúdo.

Eu costumo dizer que, o processo de escrita não se resume apenas a sentar e escrever. Existe o processo pré-escrita, o processo de redação – em que redigimos a nossa ideia – e, por último e mais importante, o processo de revisão.

Quando eu comecei a brincar de conteúdo, eu achava que tudo que precisava fazer era me debruçar no editor de texto e falar sobre um tema, filosofando sem chegar a lugar algum.

Um dia, recebi uma dica muito preciosa de um amigo: “a chave do grande escritor não é escrever muito, mas sim revisar muito o seu texto”.

O foco no usuário precisa ser a sua filosofia de vida

Empresas e produtores de conteúdo têm um péssimo hábito de escrever para o seu ego. Querem escrever o que sabem de melhor, o que têm de mais importante, o conteúdo que vai fazer todo mundo admirá-lo.

Por conta disso, o conteúdo acaba sendo produzido com o propósito errado e, assim, acaba sendo um verdadeiro fiasco. Eu percebi que, quanto mais simples, direto, objetivo e útil um conteúdo, mais sucesso ele faz com os interessados. O grande segredo está em olhar para o conteúdo com os olhos do usuário. E, geralmente, o usuário não é um grande expert no que fazemos.

Muito pelo contrário…

Sem foco no usuário não existe sucesso! Não existe milhares de pageviews, não existe milhares de compartilhamentos, muito menos comentários parabenizando o grande conteúdo que você escreveu.

Eu costumo dizer que o foco no usuário precisa ser o mantra de quem escreve conteúdo, uma filosofia de vida. Só quem veste o chapéu do leitor e entende o que ele espera do seu conteúdo consegue fazer algo útil.

E, a grande pergunta que não quer calar é, como fazer isso? Como eu vou entrar na mente do meu leitor e, saber o que ele espera do meu texto? O que ele espera da minha empresa, meu conteúdo? A resposta é mais simples do que parece, mas eu vou enumerar para ficar mais fácil.

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#1. Anote as dúvidas de seus principais clientes

Quando um vendedor vende algo para alguém, precisa passar por uma etapa de vendas chamada “contornando objeções”. É justamente nesse momento que o potencial comprador pergunta um monte de coisa para o vendedor.

Ele faz essas perguntas porque precisa ter certeza de que esse é o melhor investimento.

Quando você precisa convencer uma pessoa, tem que responder sinceramente às suas dúvidas para que ela compreenda que vocês estão indo na mesma direção.

Presencialmente, isso é feito através de uma conversa. Mas, quando as pessoas procuram por essas informações, elas deveriam cair em um artigo, um fórum ou uma página do seu website que responda essas dúvidas.

A primeira dica para produzir conteúdo com foco no usuário é responder as perguntas que seus clientes estão fazendo a si mesmos. Quanto mais perguntas você responder em forma de conteúdo, mais confiança você vai gerar seu leitor.

Isso serve para qualquer coisa. Vender ideias religiosas, tênis, roupas, carros, turbinas de avião e, marketing digital.

Responda às perguntas que seus potenciais clientes estão fazendo. Se preciso, converse com uma amostragem de clientes para saber quais suas dúvidas. Se você tiver uma equipe de vendas, basta ouvir quais são as dúvidas mais comuns dos seus clientes.

Ao responder essas dúvidas de maneira direta, em formato de conteúdo (pode ser vídeo de 2 minutos, artigo de 300 palavras ou infográfico), você está mantendo o foco no usuário em primeiro lugar.

#2. Grupos e comunidades online

A LinkedIn tem mais de 330 milhões de usuários ativos por conta disso: do poder dos seus grupos. Há grandes chances de existirem algumas dezenas de grupos na LinkedIn sobre o seu ramo: seja indústrias, bancos, serviços de impressão ou joalheria. E tudo que você precisa fazer é participar desses canais.

Cada usuário pode participar de 50 grupos na LinkedIn, mas se você participar ativamente de 3 a 5 grupos, certamente encontrará muitas oportunidades por lá. Por que? Porque as pessoas usam esses grupos para compartilhar suas dúvidas e experiências. E a dúvida de 1 usuário, pode ser a dúvida de 100 mil usuários ao redor da internet.

Quando você participa dessas comunidades – agora também muito ativas no Facebook – você tem a chance de aproveitar as dúvidas dos usuários como inspiração para seu conteúdo.

Você pode transformá-las em conteúdo, publicar no seu blog, site e mídias sociais, além de responder diretamente às dúvidas desses usuários e, assim escrever com o foco verdadeiramente sincero no usuário.

#3. Google Alertas

Quando o Google oficialmente matou o Google Reader, há exatamente 1 ano atrás, em julho, muitos usuários acreditaram que o Google Alertas seguiria o mesmo caminho.

Ledo engano.

O Google Alertas vive e passa bem. E é uma excelente oportunidade de você monitorar palavras-chave na internet, sabendo o que acontece ao redor dos temas que você escreve. É uma maneira de ter ideias sobre o que está acontecendo na internet sobre o seu mercado e, no meio disso tudo, encontrar o que o leitor quer ler sobre o seu mercado.

O Google Alertas é gratuito. Você pode inscrever quantas palavras-chave quiser, nos idiomas que quiser (isso serve de benchmark, você pode ver o que acontece lá fora sobre o seu mercado), e receber os relatórios diários em seu e-mail.

google alerts escrever bem

É mais uma ferramenta útil para encontrar assunto para escrever, sem perder o foco no usuário.

Esse é o primeiro passo na produção de conteúdo Quem deve se orgulhar do conteúdo escrito por você não é o seu ego, mas seu leitor. É para o leitor que o conteúdo existe. E o conteúdo deve ser compatível com o seu nível cultural e com os conhecimentos que ele possui sobre o seu tema.

Antes de escrever é preciso saber o que escrever. E, poucas pessoas falam isso. Elas se concentram em gatilhos mentais, que nem sempre funcionam. Você só consegue fisgar seu público com gatilhos mentais se, souber exatamente o que os motiva.

Treine a sua habilidade para saber o que o seu leitor quer ler de você. Sem essa habilidade, qualquer outra que você tenha é inútil. É muito melhor um texto focado no usuário, mesmo que sem nenhuma técnica de redação, do que um texto bem escrito, focado no ego de seu produtos. Anote essa dica.

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Esse post foi escrito por Enrico Cardozo. Enrico é um dos professores do maior curso de extensão em Marketing Digital do Espírito Santo, o Boot Camp.

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Uma resposta

  1. Ótimas dicas!

    Trabalho com curadoria de conteúdo e às vezes fico apavorada quando alguém me convida para escrever alguma coisa, rs.

    Fico com medo de não ter inspiração e ideias, mas estou descobrindo novas maneiras de manter a criatividade sempre ativa e as suas dicas veio muito a calhar!

    Gosto muito de acompanhar os grupos do Linkedin, e conhecer ou pelo menos ter noção dos principais pontos que as pessoas tem interesse em saber fz muita diferença!

    Abraços,

    Pri

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