De um tempo para cá, temos observado uma onda de webs: web 1.0; web 2.0; web 3.0 e agora já cresce o número de pessoas que falam da web 4.0… Mas o que de fato isso significa para nós, seres comuns?
Geralmente quando se fala destes assuntos, ressalta-se o aspecto tecnológico, mas a tecnologia por si só não faz nada, é necessário que existam as pessoas. São elas que fazem a diferença. A tecnologia vem para facilitar algo que já estava latente nas pessoas.
Então vamos lá, para entendermos o significado de todas essas “webs” em nosso cotidiano é importante traçarmos uma retrospectiva:
A web 1.0 foi a primeira geração de internet comercial, que se baseava em um conjunto de princípios para páginas estáticas na web. Na época isso já era um avanço, pois permitia às pessoas encontrarem informações úteis para si, mas com a desvantagem de não poderem interagir e nem tão pouco criar conteúdo. Era uma via de uma só mão!
Já em 2004 uma empresa americana chamada O’Reilly Media denominava de Web 2.0 o fenomenal crescimento de aplicativos Web, que utilizando novas técnicas e conceitos, permitia que suas páginas fossem mais atrativas e dinâmicas, saindo da era do conteúdo estático e produzido por poucos para uma era em que o conteúdo pode ser publicado e compartilhado por qualquer pessoa com acesso a internet. Isso significa para as pessoas mais poder, ou seja, não precisamos apenas receber informações e conteúdos prontos, podemos criar o nosso próprio conteúdo e o melhor de tudo, podemos discordar do conteúdo que recebemos e espalhar nossa opinião por toda a rede. Já é uma via de mão dupla!
O termo Web 3.0 ficou conhecido por conta de um artigo publicado no New York Times por John Markoff que o descreveu como a Web Semântica. Este termo significa a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já disponível na Internet. Assim, se passaria da World Wide Web (rede mundial) para World Wide Database (base de dados mundial), de um mar de documentos para um mar de dados, e logo em seguida teríamos programas que entendam como fazer melhor uso desses dados.
Do ponto de vista das pessoas, a organização dos conteúdos e informações (web semântica) significa que o usuário poderá fazer perguntas ao seu programa e ele será capaz de ajudá-lo de forma mais eficente e entender mais sua necessidade, fornecendo o conteúdo mais adequado.
E aí já está surgindo a Web 4.0 que segundo Seth Godin e alguns outros estudiosos, de forma simplificada, será como um gigantesco sistema operacional inteligente e dinâmico, que irá suportar as interações dos indivíduos, utilizando os dados disponíveis, instantâneos ou históricos, para propor ou suportar a tomada de decisão. A grande diferença entre tudo o que existe hoje e nos próximos anos é que isso acontecerá automaticamente, com base num complexo sistema de inteligência artificial.
Mas aqui temos que novamente voltar os olhos para as pessoas e não só para a tecnologia, pois embora os benefícios sejam indiscutíveis, seria necessário pensar também nos problemas: invasão de privacidade (acesso indesejado aos dados pessoais e intromissão dos sistemas na rotina das pessoas), controle (quem controla quem e o quê), dependência (da tecnologia e dos sistemas), sobrecarga (mais disponibilidade de sistemas significa mais disponibilidade das pessoas), só pra pensar nos mais óbvios.
Para visualizarmos a trajetória, a evolução das versões da Web e as tecnologias empregadas em cada uma, segue abaixo um gráfico bem interessante publicado pela Nova Spivack.
Após traçar este panorama, fico com a impressão de que entraremos numa era em que a tecnologia controlará tudo, e longe de pensar que isso é ruim, me vem à recordação uma frase de Manuel Castells, que fala mais ou menos o seguinte: “a tecnologia não é boa nem ruim, tudo depende do uso que as pessoas fazem dela”. Fica aí uma reflexão para todos nós!
4 respostas
Muito bom esse texto, linguagem bem clara… parabéns…
Muito bom e um tanto assustador esse nosso futuro, hein?!
Quando leio post sobre o assunto me vem a mente um seriado dos anos 70, chamado OS SERES DO AMANHÃ, que todas as informações do grupo do bem era controlada por um computador invisível, que organizava todos os processos e interações do grupo. Inclusive o teletransporte. Portanto, Godin e outros são apenas formadores de mercado. Não falam novidades. Pois a evolução tecnológica e o ciclo dos produtos está estruturada. Pesquisem sobre o seriado no youtube.
evoluindo cada vez mais um dia a web vai ser como navegar no streetview voce vai andando e vendo paginas e uma infinata rua e um sistema de busca onde voce digita o site e ele vai para um local cheio de opçoes como se voce estivesse em uma cidade andando como no streetview.