Entendendo o marketing de guerrilha

Todos os dias somos bombardeados por milhares de anúncios ou mensagens publicitárias, e que na maioria das vezes não desejamos, não é? E infelizmente não temos como fugir, estas mensagens estão no ônibus, no metrô, nas ruas, nas revistas, na televisão, etc. Mas o fato de não conseguirmos nos desvencilhar delas, não significa que necessariamente elas me alcancem. Provavelmente a maioria passou despercebida por nós.

Diante deste oceano publicitário, como uma empresa pode se diferenciar e realmente ser notada, a ponto de ser lembrada pelas pessoas e ser relevante no dia-a-dia dos consumidores a ponto de gerar um boca-a-boca? Eis um grande desafio.

Infelizmente eu não tenho a resposta pronta, mas um bom indicativo são as estratégias de marketing de guerrilha, na qual se baseiam em ações que fogem do tradicional e você nem imagina que está sofrendo uma influência de marketing.

Os guerrilheiros do marketing montam estratégias, normalmente feitas na rua, cujo principal objetivo é atrair mídia espontânea e estar na mente das pessoas, tipo: O que foi que eu vi? Normalmente são estratégias de baixo investimento e com alto impacto.

O marketing de guerrilha pode ser utilizado pode ser utilizado por qualquer tipo de empresa, seja grande ou pequena, mas é especialmente útil para empresas pequenas, que por terem orçamentos apertados, podem se valer dessas estratégias de baixo custo, se comparado com anúncios de TV em horário nobre, por exemplo, para combater ou fazer frente às suas concorrentes que são grandes.

As ferramentas mais utilizadas no marketing de guerrilha são:
a) Ambush Marketing ou Marketing de Emboscada: ocorre quando  uma  empresa  se  aproveita  de  um evento  patrocinado  por  outra companhia,  para  mostrar  a  sua  marca,  sem  pagar nenhum tipo de cota de patrocínio. É a associação a um evento e aos valores a ele incorporados, sem autorização dos organizadores.

O patrocinador investe milhões e quando menos espera vê a marca de outra empresa ou até de seu concorrente aparecendo no mesmo evento, recebendo os mesmos benefícios.  A emboscada pode confundir o consumidor acerca de quem é efetivamente o patrocinador oficial do evento, minimizando o impacto das ações dos que pagaram;

b) Arte Urbana: A arte urbana é uma ferramenta usada nas ruas, que atinge e interage com o público. As formas mais usadas são: o grafite, os adesivos, aplicações, construções e cartazes. Não se apropria de formas muito sofisticadas, ao contrário, age de forma simples, através de desenhos, esculturas ou instalações para chamar a atenção do público-alvo;

c) Astroturfing: É quando desenvolve-se uma ação que parece ter a cara de movimento espontâneo e popular, mas na verdade é uma ação criada para falar sobre uma marca, que está por trás.

d) PR Stunt: PR vêm de relações públicas, e stunt significa golpe, truque, façanha, proeza. Assim PR Stunt se caracteriza pela criação de ações com grande potencial de divulgação na mídia. Para a realização deste trabalho pode-se criar um vínculo entre as agências que promovem a ação e a empresa que irá destacar essas ações na mídia.  Ou ainda existem ações que aparecem por si só quando atingem proporções maiores, e recebem a cobertura dos veículos de comunicação. Outra forma de aparecer na mídia de forma gratuita é quando o produto ou serviço realmente possui conteúdo, sendo considerado referência e assim importante para estar na mídia, isso tudo sem nenhum investimento.

e) Performance: são as ações criadas em lugares públicos, de grande movimentação, com o objetivo de chamar a atenção das pessoas que passam pelo local. São criados shows relâmpagos, instalações, passeatas e qualquer outro tipo de atuação que atraia os olhares do público.

f) Eventos/Patrocínios: Consiste em criar ou patrocinar um evento direcionado a um público-alvo. A possibilidade de atingir consumidores potenciais faz do patrocínio e da criação de eventos uma ferramenta de guerrilha muito importante.  O uso delas não é recente, há anos grandes empresas, como Nike, já a utilizam. Mas as pequenas empresas também têm a oportunidade de fazê-lo, apenas em proporções menores. Eventos e patrocínios locais, bem focados no target e com um ar de ineditismo, podem ser a melhor forma de chamar a atenção, longe da poluição de grandes marcas.

g) Marketing Invisível: é a ferramenta que procura observar a reação do público a produtos e serviços ainda não conhecidos ou ainda atrair sua atenção para algo sem “nominação”, pensando assim que não se trata de propaganda.  Nesta ação o consumidor não percebe que está sendo envolvido, e não cria barreiras contra o produto ou serviço. Geralmente esta arma é utilizada para o pré–lançamento ou lançamento de um determinado produto, para que o estrategista consiga tomar conhecimento de qual será a reação do público-alvo.

h) Viral on-line e off-line: acontece quando um cliente que recebe informações de um amigo pode reproduzi-las e distribuí-las instantaneamente entre dezenas ou centenas de amigos.

Recentemente a Samsung lançou o celular Samsung Corby no Brasil, em que uma das facilidades do produto que se queria divulgar a possibilidade de usar capas variadas para que o consumidor possa personalizá-lo. Para promover a novidade, a marca lançou uma ação para personalizar ainda mais o celular. Quem possuísse um Corby poderia “tatuar” desenhos exclusivos na capa do aparelho, em um estúdio móvel adaptado no interior de uma Kombi, que percorreu pontos-de-venda em São Paulo e no Rio de Janeiro. A ação é divulgada no YouTube em episódios que mostram o momento da tatuagem e a história de cada um dos participantes, uma parodia do programa sobre tatuagens Miami Ink. (Mais informações em www.tatueseucelular.com.br). Quem assina a ação é a agência Espalhe Marketing de Guerrilha.

Sem querer fazer propaganda, mas já fazendo… Esta agência faz trabalhos muito legais nessa área, que vale a pena conferir em seu site.

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